
E se ao menos hoje o tempo caminhasse para trás.
Se a luz da lamparina confrontasse os olhos fixos nas telas luminosas.
Se o cheiro de mato verde ainda fosse o tempero dos dias.
Tempo cruel,
Manhãs infantis de domingo.
Rodas de conversas.
Pai , mãe
Para nunca mais.
A palavra mais dura seguida de um “sim senhor”
Colo, refúgio nas noites de medo.
Fogareiro, brasa, almoço posto a mesa.
O sol adentrando na janela.
La fora, os dias apressavam-se sem eu perceber,
Faceiramente, um após o outro, e mais outro.
A fotografia esbranquiçada na parede me diz,
Tempos que não voltam mais.






1 Comentário
É o tempo não perdoa nada, sempre implacável !