Não há santos entre os que fazem a guerra, se a morte é a dor que impera.
Direita e esquerda, lados iguais de uma mesma moeda.
Intolerantes.
Cidades em ruínas, corpos em chamas dilacerados, sem paz, sem abrigo em campos de espinhos aguçados.
Aquela criança, quanta dor.
Momentos perdidos.
Feridas abertas.
Lábios trêmulos.
Sorrisos esquecidos.
Granada, estrondo e fuzil.
Prematuras sequelas na inocência de um coração infantil.
Vida incerta, destino impreciso.
Desatinos.
Olho os meus em volta, velados pelo sono noturno.
Inútil, eu sou.
Humanos, desumanos.
Corações de pedra e gelo.
Não há paz em mim.
Em que deus se sustenta a guerra se o mal é o único fim ?
@walterli.lima, Colunista do Blog do professor Gil.





