As premissas do óbvio não tem morada no universo.
A consciência da mente na sensação de estar existindo e de tudo o que somos, todos os sentimentos, as memórias esquecidas, o segundo futuro ainda não vivido, são edificações da construção continua da vida no cosmos.
Nada existe por si só ou deixa de existir por completo.
A matéria e as vibrações dos sentidos se reconstroem continuamente em outros corpos e mentes em algum lugar para além das compreensões possíveis.
A realidade é multifacetada num artifício de adaptar-se aos olhos que vêem.
O modo como vejo o mundo faz dele convergência aos meus propósitos.
O centro do universo está em todos os lugares. Este é o preceito da criação, manutenção e evolução da vida.
Todos os minúsculos detalhes da infinita teia da vida e do inanimado estão conectados entre si numa conjectura da existência de todas as coisas que há.
Qualquer forma de vida fora desda teia, definha e morre.
Estou em todas as coisas e todas as coisas estão em mim.
O que está às vistas e o ignoto, eu sou.
Sou a perspicuidade à mostra e o desconhecido de todos os mistérios ainda não desvendados, desde o desmesurável cosmo até às imagináveis partículas para além do fótons elétricos.
O início e o fim estão em mim.
Em mim e em tudo que há.
@walterli.lima





