Por Walterli Lima
Especialistas ambientais afirmam que um dos primeiros indícios da morte de um rio é o desaparecimento de suas espécies de peixes. Quem conhece o velho Itapecuru de perto e analisa a evolução de sua degradação durante décadas sabe do declínio desse rio.
Os céticos afirmam que ele nunca terá fim, numa concepção errônea da realidade. Para isso, basta observar os inúmeros rios que desapareceram ao longo de suas existências.
Quem atravessa a ponte e contempla a paisagem de suas águas ao entardecer não conhece sua dor.
Provavelmente, eu e você, que lê estas palavras, não iremos assistir à morte do velho Itapecuru, pois o tempo geológico não se mede em dias comuns da vida humana. No entanto, se o ritmo de degradação imposto atualmente continuar, um dia ele sucumbirá.
A cidade de Timbiras é extremamente dependente das águas do rio Itapecuru, uma vez que a água subterrânea no perímetro urbano é imprópria para o consumo humano e incapaz de abastecer a população.
Sendo a água um recurso indispensável para a vida humana, as futuras gerações podem se ver forçadas a abandonar o perímetro urbano de Timbiras em busca de sobrevivência, caso não se encontrem outras fontes deste precioso líquido.





