De nada valem trancas nas portas.
Inúteis, as súplicas das crianças.
Para os senhores da guerra, apenas as armas importam.
Mutilam os jovens,
fazem viúvas das mulheres,
órfãos dos filhos.
As noites ardem em dias,
no clarão impiedoso das bombas.
“É pela paz”, juram os comandantes.
Enquanto isso, o povo, amedrontado,
se amontoa nos subterrâneos,
como ratos acuados nos porões.
Na guerra, não há vencedores.
Só sangue, ruínas e luto.
E, do conforto dos sofás,
o mundo,
passivo,
insensível,
assiste a tudo
pelas telas vivas.
Walterli Lima





