Desembargadora contraria parecer do MP e mantém prisão dos acusados de Turilândia

A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), decidiu manter as prisões preventivas de investigados na Operação Tântalo II, mesmo após o parecer do Ministério Público do Maranhão ter recomendado a soltura dos acusados, substituindo a prisão por medidas cautelares.

A decisão mantém presos os acuados de desvio de R$ 56 milhões dos cofres municipais de Turilândia, entre eles, o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita Tanya Mendes (PRD) e operadores financeiros apontados da organização criminosa. A magistrada também prorrogou por mais 90 dias o afastamento do prefeito, da vice-prefeita e de servidores envolvidos.

O final de semana foi tenso no Ministério Público do Maranhão após a PGJ encaminhar parecer no sábado (10) à 3ª Câmara Criminal pela liberdade de Curió e os outros acusados, alegando que as provas reunidas já não justificavam manter os acusados presos. O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto. Os 10 promotores que compõem o Gaeco pediram exoneração coletiva.

Apesar da manifestação do órgão ministerial, a desembargadora entendeu que a manutenção das custódias visa preservar a ordem pública e assegurar o andamento regular do processo. Por isso, contrariou a recomendação e manteve as prisões preventivas.

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