O Sindicato dos Professores de Timbiras enfrenta uma onda de críticas e desconfiança após denúncias de supostos desvios financeiros e uso da entidade para fins eleitorais. Até o momento, a direção sindical não se pronunciou oficialmente sobre as acusações, o que tem ampliado a insatisfação entre os docentes da rede municipal.
As denúncias, levantadas por parte da categoria, apontam que reuniões e comunicados internos teriam sido utilizados para promover nomes ligados a projetos políticos locais, em vez de priorizar a defesa dos direitos trabalhistas dos professores. O silêncio da entidade diante das acusações reforça a percepção de omissão.
Além disso, o sindicato tem sido cobrado por sua postura diante de um impasse judicial que se arrasta desde 2018, relacionado ao pagamento de reajustes retroativos já reconhecidos pela Justiça. Em 2024, a prefeitura firmou acordo com o sindicato para encerrar o conflito, mas não cumpriu integralmente o compromisso. A ausência de mobilização sindical em defesa dos professores tem gerado frustração e descrédito.
Para muitos docentes, o sindicato deixou de ser um espaço de representação legítima e passou a ser visto como instrumento de disputas políticas. “Precisamos de uma entidade que lute pelos nossos direitos, não de um palanque eleitoral”, afirmou um professor que preferiu não se identificar.
Especialistas em movimentos sindicais alertam que a falta de transparência e de posicionamento público pode comprometer a credibilidade da instituição e abrir espaço para maior judicialização das demandas trabalhistas. Caso o sindicato não retome sua atuação, há risco de perda de representatividade e de fragmentação da categoria.
Até o fechamento desta edição, o Sindicato dos Professores de Timbiras não havia emitido nota oficial sobre as denúncias.





