Chegou o grande dia. Hoje, segunda-feira, 29 de junho. Brasil e Japão. Logo mais, às 14 horas, as duas seleções entram em campo para decidir quem continua na Copa do Mundo e quem fará as malas. É o famoso mata-mata, que eu prefiro definir de uma forma mais leve: quem vencer permanece na competição; quem perder vai para a rodoviária e volta para casa.
É tudo ou nada. E esse confronto é o resultado de anos de preparação, investimentos milionários, trabalho físico, técnico e médico, além da expectativa de milhões de torcedores espalhados pelo planeta. A Copa do Mundo, a maior de todas da história, domina as conversas, os noticiários e o coração dos apaixonados por futebol.
É o futebol. Ele para o mundo. Se brincar, pouca gente trabalha hoje. E quem estiver no atendimento ao público talvez tenha dificuldade para esconder a ansiedade. Não é por má vontade; é porque todo mundo vai querer acompanhar esse grande espetáculo. Daí a importância do bom senso, da conversa e do entendimento entre patrão e empregado, para que ninguém saia prejudicado.
E, nessa hora, no Brasil, o amor pela chuteira, pela camisa verde e amarela e pela bola fala mais alto. Tenho certeza absoluta de que Vitória da Conquista, assim como todo o país, estará ligada nesse grande duelo entre brasileiros e japoneses.
Os japoneses têm um futebol veloz, disciplinado e muito bem organizado. Em média, seus jogadores são de estatura mais baixa. Já o Brasil, embora não tenha uma equipe de gigantes, leva alguma vantagem no jogo aéreo. Mas o que decidirá a partida não será a altura dos atletas. Será o equilíbrio emocional, a concentração e, principalmente, a capacidade de transformar talento em resultado.
São duas seleções muito bem preparadas, com esquemas táticos definidos e treinadores que conhecem profundamente o adversário. Esta Copa mostrou, mais do que nunca, que o futebol está completamente globalizado. Já não existem jogos fáceis nem adversários ingênuos.
O Brasil, porém, continua carregando uma característica que o mundo inteiro respeita: a criatividade, a habilidade e a genialidade dos seus jogadores. Isso não diminui, evidentemente, a grandeza de craques como Cristiano Ronaldo, Mbappé, Messi e tantos outros que encantam os gramados do planeta.
Nós, brasileiros, continuamos acreditando na força da nossa camisa. Ela pesa. Ela impõe respeito. E, quando a bola rola, a esperança renasce em cada torcedor.
Vamos juntos. E não esqueçam: Neymar estará mais uma vez no banco de reservas, aguardando o momento certo para entrar em campo. Se for preciso, poderá ser a carta decisiva da Seleção Brasileira na busca por mais uma vitória rumo ao tão sonhado hexacampeonato.





