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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu 1.103 denúncias de propaganda eleitoral irregular nos primeiros dias da campanha para as eleições de 2026. Os registros foram feitos por meio do aplicativo Pardal, disponibilizado pela Justiça Eleitoral no domingo (16).
São Paulo lidera o número de denúncias, com 193 registros. Na sequência aparecem Pernambuco (106), Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).
Entre as principais queixas está o impulsionamento pago de conteúdos na internet, responsável por 339 denúncias — 30,73% do total. Outras 289 ocorrências apontam possíveis irregularidades na internet.
Também aparecem na lista denúncias relacionadas ao uso de bens públicos (105), uso de bens particulares (87), propaganda antecipada (47), banners, cartazes ou faixas (46), além de comícios ou showmícios e uso irregular de alto-falantes, com 35 registros cada.
Deputados concentram maior número de denúncias
As candidaturas a deputado estadual concentram a maior quantidade de registros, com 424 denúncias. Em seguida estão os candidatos a deputado federal, com 325, e partidos, coligações ou federações, com 150.
Entre os demais cargos, foram registradas 79 denúncias envolvendo candidatos a governador, 56 a deputado distrital, 45 a senador, 22 a presidente da República e duas relacionadas a vice-governador.
Mais da metade ainda está em análise
Dos 1.103 registros recebidos pelo Pardal, 596, ou 54%, ainda estão em análise. Outros 383 casos foram baixados do sistema, enquanto 124 denúncias, equivalentes a 11%, foram encaminhadas ao Processo Judicial Eletrônico (PJe).
As denúncias são analisadas pelo Ministério Público Eleitoral, que verifica a existência de indícios de crimes ou outras irregularidades que possam demandar atuação da Justiça Eleitoral.
O aplicativo permite que eleitores encaminhem fotos, vídeos, áudios e links que possam comprovar a suposta irregularidade. Para fazer o registro, é necessário se identificar por meio da conta Gov.br ou do e-Título. A identidade do denunciante é protegida por sigilo legal.
O crescimento das denúncias ocorre justamente nos primeiros dias da campanha eleitoral, quando candidatos, partidos, coligações e federações passam a estar submetidos às regras específicas de propaganda eleitoral estabelecidas pela Justiça Eleitoral.





