COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA: SENSIBILIDADES

Sou movido por sensibilidades.

Mudo com os pingos da chuva.

Mudo com a brisa noturna no rosto

Com gente simples trocando passos distraída.

Não me comovo diante dos arranha-céus de concreto

Com o barulho ensurdecedor das ruas.

Sou mais o cheiro de mato no fim de tarde.

O silêncio das noites caladas.

Não entendo os que sempre tem razão.

A hostilidade dos gritos de comando enfileirando homens em linhas retas.

Sou mais a banalidade dos bichos, insetos e plantas.

Orquestra de grilos e sapos na sombra do mangueiral.

Sou movido por sensibilidades.

Por risos e sorrisos sem grandes propósitos de gente que é feliz simplesmente por estar.

O universo lá fora não me pertence

No meu mundo, nas noites de lua cheia,
tudo é poesia prateada.

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PM DE TIMBIRAS

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