COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA

Ninguém larga da linha de chegada.

O mágico da vida é a caminhada, é o aprender com o correr dos dias.

Por mais que o mundo pareça injusto.

Apesar das emboscadas no caminho.

Recordo-me aos tempos de menino.

A família rodeando a mesa.

O campinho de futebol no quintal.

Os amigos da escola.

A felicidade é um sentimento tão leve que quase nunca anuncia sua presença.

Ela vem e vai sem nos darmos conta.

Perdermos a vida inteira atrás do dinheiro para ao final descobrirmos que o tempo não é algo que possa ser comprado.

E o tempo segue sem volta, vagarosamente despercebido.

Pudesse eu voltar a aquela mesa.

Pudesse eu reviver as tardes no quintal.

Os amigos da escola , onde estão ?

A poucos dias um velho amigo se despediu do mundo num vento no final da tarde.

Ouvi o silêncio das árvores ao redor.

O cantar dos pássaros sobrevoando a despedida.

A natureza segue indiferente a nossa ausência.

Nunca sabemos a distância entre largada e partida.

Sensibilidades.

Tudo é uma questão de como se vê o mundo.

Há os que olham olham o céu e vêem somente o sol queimando a pele.

Há os que folheam um livro e vêem apenas um amontoado de palavras.

Sim, é possível viver sem perceber nada disso, eu sei.

Somente seguir em frente até o fim.

Percepções não acrescentam um dia de vida sequer a ninguém, nem fazem dos homens, eternidade.

Sensibilidades só acrescentam a vida significância do verdadeiro sentido da caminhada.

Em mim, mora um menino e um gigante.

Um nobre e um mendigo.

Um sábio e um tolo.

O caminho é que me diz quem eu sou.

@walterli.lima

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