Aprendi a humildade na marcha vagarosa dos cortejos
fúnebres.
Aprendi a paciência depois de muito tropeçar nas próprias pernas.
Aprendi o silêncio ouvindo os que falam pelos cotovelos.
Aprendi que tudo tem seu tempo observando a natureza.
Aprendi que o amor é o bem mais forte e duradouro da vida.
Corredores dos hospitais ensinam lições mais importantes que bibliotecas inteiras.
Estou aos poucos me desprendendo do que não me faz bem.
Se não é importante, pode ser deixado para depois.
Se o que for dito não é construtivo, melhor usar do silêncio.
Não quero saber de vidas alheias, nem de comentários a respeito de ninguém.
Subo as montanhas na tentativa de vê mais além e lá descubro que sou somente um homem no mundo.
Não cultivo grandezas por saber que a felicidade se esconde mas pequenas coisas dos dias.
Tenho aprendido com as insignificâncias despercebidas entre o empoderar das coisas antes que a rotina do trabalho me esmaga.
Poucos sabemos das essências da vida.
Trabalhamos como se nunca fossemos morrer.
Desejamos a eternidade como se não estivéssemos destinados ao crepúsculo derradeiro.
Caminhamos todos os dias para o fim um pouco mais próximo a cada passo.
A percepção disto não nos torna menores, e sim humanos.
E até onde a vida permitir o sentimento que irei carregar chama-se gratidão.





