COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA

Aprendi a humildade na marcha vagarosa dos cortejos

fúnebres.

Aprendi a paciência depois de muito tropeçar nas próprias pernas.

Aprendi o silêncio ouvindo os que falam pelos cotovelos.

Aprendi que tudo tem seu tempo observando a natureza.

Aprendi que o amor é o bem mais forte e duradouro da vida.

Corredores dos hospitais ensinam lições mais importantes que bibliotecas inteiras.

Estou aos poucos me desprendendo do que não me faz bem.

Se não é importante, pode ser deixado para depois.

Se o que for dito não é construtivo, melhor usar do silêncio.

Não quero saber de vidas alheias, nem de comentários a respeito de ninguém.

Subo as montanhas na tentativa de vê mais além e lá descubro que sou somente um homem no mundo.

Não cultivo grandezas por saber que a felicidade se esconde mas pequenas coisas dos dias.

Tenho aprendido com as insignificâncias despercebidas entre o empoderar das coisas antes que a rotina do trabalho me esmaga.

Poucos sabemos das essências da vida.

Trabalhamos como se nunca fossemos morrer.

Desejamos a eternidade como se não estivéssemos destinados ao crepúsculo derradeiro.

Caminhamos todos os dias para o fim um pouco mais próximo a cada passo.

A percepção disto não nos torna menores, e sim humanos.

E até onde a vida permitir o sentimento que irei carregar chama-se gratidão.

 

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PM DE TIMBIRAS

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