Coluna do Professor Walterli Lima

Já enfrentei monstros que pareciam reais, mas só existiam dentro de mim, criaturas que eu mesmo criei.

Já alimentei medos incontroláveis, para só depois perceber que não passavam de fantasmas ilusórios.

Já perdi noites de sono por pensar demasiadamente em um problema, só para descobrir, na manhã seguinte, que o havia ampliado para além do que realmente era.

Já plantei sonhos e arquitetei planos, mas, com o tempo, entendi que muitos não passavam de quimeras.

Já me calei quando deveria gritar e resmunguei quando o silêncio seria a resposta mais sábia, e foi no vazio das palavras não ditas que percebi, enfim, o quanto fui bobo.

Já fiz amigos acreditando que seriam para a vida toda, sem saber que a própria vida ou a morte os afastaria de mim.

Hoje, recolho-me e me calo, embora ainda esteja me procurando em meus silêncios.

O silêncio… Ah, o silêncio da vida! Ele é a luz no fim do túnel de toda caminhada.

Se ainda não sei quem realmente sou, ao menos sei onde não desejo chegar, por enquanto, isso me basta.

Vejam só, são crianças enfileiradas nas escadas dos sonhos, marionetes da alegria e a dor do existir.
Elas brincam, riem e até irão experimentar o amor, sem saber que amanhã, quando olharem para trás, perceberão que perderam algo que jamais terão de volta. Pois o crescer, é antes de tudo, um ato de despedida.

Walterli Lima.

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