Quem atravessa a ponte sobre o rio Itapecuru em Timbiras (MA), ao final da tradicional avenida jockey Ribeiro, defronta-se com a calçadaria do que era a estação ferroviária, na qual em tempos passados era ponto de embarque e desembarque no trem de passageiros que durante muito tempo foi a principal via de acesso a cidade.
O indo e vindo constante de pessoas rumo a outros centros urbanos, o comércio de especiarias e alimentos em torno da estação, certamente a fizeram um dos pontos mais frequentados da cidade nesta época.
O trem de passageiros ainda nos moldes da velha Maria Fumaça cuspindo fogo e cinzas embalando sonhos em suas viagens, as classes sociais que dividiam o comboio, já reflexo das desigualdades que até hoje imperam .
Algumas centenas de metros dali, havia uma caixa d’água sobre uma base de construção história, esta ainda resistente ao tempo, ponto obrigatório de parada para abastecimento do trem.
Aos poucos a história perde suas memórias e os transuintes que por alí passam já não mais vêem vestígios das inúmeras vidas que cruzavam diariamente estes trilhos de olhos distraídos na exuberante paisagem das margens do rio. Foram esquecidas numa viagem sem volta.
Ontem realidade, hoje vagas lembranças, amanhã memórias esquecidas.
Revitalizar a velha estação e o monumento da base de sustentação da caixa d’água talvez seja uma maneira de preservar parte da história de nossa cidade e de manter de pé os alicerces de nossa construção e desenvolvimento.
Quem despreza seu passado desconhece suas raízes.





