É meio dia de uma quinta-feira qualquer.
Envolto de sensibilidades deixo o abrigo em direção ao universo lá fora e as palavras rodeiam a procura de mim.
Na paisagem do caminho tudo é nítido aos meus olhos.
Vejo o velho distraído no banco da praça com os botões semiabertos da camisa sem a pressa dos relógios.
O cão no silêncio das sombras das copas das árvores.
O sol no deserto das ruas espreitando a hora do almoço.
Não existe um conceito único de realidade.
Tudo é relativo e condicionado de como o coração acolhe o que que está em volta.
Pode-se ser feliz com migalhas de um pão e não o ser na mesa de um banquete.
Pode-se desejar um banquete tendo somente migalhas sobre a mesa e assim imaginar que seria feliz.
Felicidade é beija-flor de passagem no jardim que chega e se vai sem hora marcada.
Mora uma grandeza em nada pensar.
Na mesa dos meus pensamentos eu nunca estou só.
Estou rodeado por meus medos.
Estou cercado pelo vazio das coisas do ser.
Contudo, o medo faz de mim humano e o vazio me ensina a colher os pequenos detalhes do que é viver.






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Chefe sempre chefe !