Certo dia imaginei as pessoas sem nomes nem números enfileirados nos documentos.
Maria não seria Maria.
Pedro também não seria João.
Enfadadas por nada informar, as palavras passariam os dias sentadas nas portas dos livros apreciando a paisagem colorida da capa.
E alguém me perguntou:
– Sem nomes como iríamos distinguir uns com os outros ? … Ei você aí ?
Prontamente respondi:
– Através do olhar. Palavras se repetem. Nomes há sempre outros iguais.
– O olhar, não.
Nunca há dois olhares iguais.
Cada um é único e singular.





