Agora que as candidaturas estão praticamente resolvidas e à véspera da convenção do pré-candidato ao governo do estado, Orleans Brandão, já temos o cenário claro da disputa para o Senado. São seis nomes competitivos para as duas vagas que estão em disputa.
Para o governo, está bem clara a polarização entre Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD). O pré-candidato Felipe Camarão (PT) tenta evoluir como terceira via para ter algum peso na disputa.
Mas para o Senado, são seis pré-candidatos a vera com potencial de disputa e embaralhados em todas as pesquisas de intenção de votos. A saída de Duarte Júnior (Avante) da disputa coloca dois nomes de Orleans, dois de Braide, um de Camarão e um candidato isolado como principais nomes na disputa.
Do lado de Orleans, o nome mais competitivo de Weverton Rocha (PDT) por estar no mandato, ter grupo político próprio e ser um nome de ligação e extrema confiança do presidente Lula. Também na disputa a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que lidera as pesquisas, mas tem contra si um desgaste natural por décadas na política e trazer o debate sobre sarneyzismo de volta à eleição.
Na chapa de Braide, André Fufuca (PP), que é o pré-candidato há mais tempo na pré-campanha e com grupo montado, mas que sofre dissidências depois que mudou de lado. Fufuca ainda tem contra si o fato de não ter seu partido oficialmente na chapa de Braide, já que o acordo é para que a Federação União Progressista saia isolada. Já Lahésio Bonfim (Novo) tem contra si a falta de grupo político, mas um grande potencial de votos soltos, por ter recall como candidato a governador em 2022 e tende a ser favorecido com a saída de Duarte Júnior do jogo. Mas a entrada de Roberto Rocha tira muitos votos do ex-prefeito São Pedro dos Crentes.
Na chapa de Felipe Camarão, Eliziane Gama (PT) tem o número e a estrela vermelha como seu fator mais positivo, pela popularidade do presidente Lula no Maranhão. O fato da senadora ter mandato e emendas dá fôlego para que ela tenha apoios e uma base formada. Mesmo em uma candidatura a governo mais fraca, o capital político de Elisiane a coloca totalmente no páreo.
Roberto Rocha(Novo) é pré-candidato pelo partido PRTB e precisou brigar na Justiça para disputar. Ainda existe uma possibilidade remota de ele mudar o projeto para uma candidatura ao governo. Mas o trunfo de Rocha é o eleitor de direita, carente de representante de suas pautas no Maranhão. Em uma eleição pulverizada com seis candidatos fortes, somente a direita bolsonarista pode ter potencial de eleger um dos senadores. É a grande arma do ex-senador que pode ter inclusive vídeos de pedido de voto do presidenciável Flávio Bolsonaro.
É nesse cenário que se inicia a corrida pelo Senado. Seis fortes nomes da política do Maranhão e quatro vão ficar sem mandato.
Vamos aguardar!.





