O desaparecimento de três crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal, mobiliza forças de segurança e voluntários há mais de uma semana. Apesar da repercussão estadual e nacional, políticos de Timbiras, permanecem em silêncio sobre o caso, o que tem gerado críticas entre moradores e lideranças comunitárias.
No dia 4 de janeiro, os primos Anderson Kauã, de 8 anos, Ágatha Isabelle, de 6, e Allan Michael, de 4, desapareceram após saírem para brincar. Anderson foi encontrado vivo após 72 horas, debilitado, mas consciente. Os irmãos seguem desaparecidos, e as buscas já ultrapassam nove dias, com participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e dezenas de voluntários.
Autoridades de Bacabal, como o prefeito Roberto Costa (MDB), e o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e dezenas de políticos maranhenses e outros estados se manifestaram publicamente, destacando o empenho das equipes e pedindo orações pela família. No entanto, nenhum político de Timbiras – cidade a pouco mais de 238 km de Bacabal – divulgou nota oficial ou mensagem de solidariedade.
Para especialistas em comunicação política, o silêncio pode ser interpretado como falta de sensibilidade diante de um drama que afeta toda a região. “Mesmo não sendo um caso ocorrido dentro dos limites de Timbiras, trata-se de uma tragédia que mobiliza o estado. A ausência de posicionamento público gera estranhamento”, avalia o cientista político.
Enquanto isso, familiares das crianças seguem em vigília, aguardando notícias. As buscas continuam em áreas de mata fechada, com uso de cães farejadores e drones. A esperança é de que Ágatha e Allan sejam encontrados com vida.





