Dr. Chagas: a quebra da hegemonia na política Timbirense.
Blog do Professor Gil - Timbiras e Região

Dr. Chagas: a quebra da hegemonia na política Timbirense.

Por prof. Walterli Lima

Homem de sorriso fácil, o médico Francisco das Chagas Rodrigues, mais conhecido como Dr. Chagas, protagonizou um marco importante na história política de Timbiras ao lançar seu nome como candidato ao mais alto posto do executivo municipal na campanha eleitoral de 1988.

Nesta época o cargo de prefeito do município vinha sendo ocupado ora pela família Abdalla ora pela família Alvim que durante muitos anos mantiveram a hegemonia na política municipal.

Impulsionado pelos ventos da recente abertura política do país, Dr. Chagas aventurou-se numa campanha em busca de um feito que parecia quase impossível, vencer o também candidato e ex-prefeito Jose Maria Alvim que numa das reviravoltas da política contava com o apoio do prefeito da época o antes adversário Victoriano Abdalla.

Numa campanha modesta e de poucos recursos o médico deu início a sua caminhada política.

Ainda menino lembro de seus longos e históricos discursos em cima de um pau-de-arara empunhando jargões com a tenacidade de sua voz e animados pelo folclórico e recém-chegado na cidade, o locutor Índio Tacurumã.

Com o crescente apoio popular a campanha de Dr. Chagas ganhou força e o que parecia impossível foi concretizado, seu nome foi sufragado nas urnas como vitorioso na histórica campanha de 1988 alavancando o médico ao cargo de prefeito de Timbiras.

O resultado apurado nas urnas representou marco importante na história de Timbiras por caracterizar a quebra de anos de hegemonia política das famílias Abdalla e Alvim propiciando uma abertura para que novos políticos pudessem também alcançar o cargo de prefeito do município.

Com o falecimento no dia de hoje de Francisco das Chagas Rodrigues, o ex-prefeito junta-se aos demais personagens dos fatos históricos acima narrados já falecidos anteriormente.

A história passou, mas não pode ser esquecida nem tão pouco os personagens nela intrínseca.

É necessário preservarmos as memórias do passado como alicerceares para a construção do presente.

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