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Edivaldo Júnior e Roberto Rocha podem reeditar aliança vitoriosa de 2012 em 2022

Dez anos depois, os caminhos de Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e Roberto Rocha (PSDB), podem se cruzar novamente e juntos reeditarem uma aliança visando uma nova disputa eleitoral. Em 2012, a dupla concorreu a Prefeitura de São Luís e venceu no segundo turno o então prefeito João Castelo (falecido). De lá para cá, eles se distanciaram, houve uma tentativa de reaproximação, mas acabaram ficando distantes.

Em primeiro lugar é preciso compreender que diferente do que aconteceu entre Flávio Dino (PSB) e Roberto Rocha, não existiu com Edivaldo. A relação entre o governador e o senador não existe mais, pelo contrário é cheia de ataques e sentimentos que inviabilizam qualquer reaproximação.

Já com Edivaldo, Roberto mantém boa relação com o pai, o deputado estadual Edivaldo Holanda Braga (PTC), que também nunca concordou muito com a forma de governar de Flávio Dino e do PCdoB. Assim como possui bom relacionamento com o ex-prefeito de São Luís, ainda que mais distante, mas não ao ponto de ser inviável uma aliança política.

Em 2016, quase houve uma nova aliança entre Edivaldo e Roberto, mas esta seria através do filho, o ex-vereador Roberto Rocha Júnior que chegou a ser cotado a ser candidato a vice na chapa de Holandinha, mas por influência do Palácio dos Leões, o comunista Júlio Pinheiro acabou sendo o escolhido.

Alguns apontam esse fato para ter sido o decisivo no racha entre Dino e Rocha, mas independente disso, analisando friamente no cenário atual, Edivaldo passa a ser a melhor opção para Roberto Rocha como companheiro de chapa majoritária, só que dessa vez, um disputando o governo e o outro o Senado.

Assim como para Edivaldo, o nome de Roberto Rocha seria o ideal para a composição de sua chapa, afinal é o único nome pronto para disputar o Senado contra Flávio Dino que deve preferir Carlos Brandão para o Governo.

Nos bastidores, comenta-se que Edivaldo foi até o Palácio dos Leões jurar fidelidade a Flávio Dino e que não teria candidato ao Senado, caso o socialista fosse candidato. Apesar do gesto, fica praticamente impossível pensar que um candidato a governador vá apoiar o candidato a senador que está pedindo voto para um concorrente.

Diante de toda essa situação, o cenário político atual converge para que Edivaldo e Roberto reeditem uma aliança em 2022. Os dois podem se beneficiar. Rocha não teria outro nome qualificado para buscar uma composição e Holandinha sabe que de engenharia política e articulação, o senador é bom, além da proximidade com o Governo Federal.

Nem Edivaldo e Roberto comentam essa possível aliança para 2022, mas ainda que não tenham parado para avaliar esse cenário, agora certamente vão pelo menos divagar quanto essa possível união.

Em 2012, a vitória de Edivaldo Holanda Júnior pode ser creditada também a Roberto Rocha, que garantiu o PSB no palanque do candidato de Flávio Dino, caso o contrário o partido estaria com João Castelo e a história poderia ter terminado de forma completamente diferente.

Dez ano depois, a história pode se repetir, mas com nuances e desfechos completamente diferente, afinal tanto Holandinha quanto Rocha ainda possuam uma longa trajetória política, ainda possuem muito tempo para atuar na política maranhense.

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