IPAM – Timbiras (MA): um futuro de incertezas
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IPAM – Timbiras (MA): um futuro de incertezas

Por prof. Walterli Lima

Desde a sua criação no início da década de 90, mais precisamente em 1993, 0 IPAM (Instituto de Previdência e Assistência do Município) tem sido motivo de preocupação de grande parte dos que dependem da previdência própria municipal.

A aposentadoria, beneficie de todo trabalhador que dedicou grande parte da vida ao trabalho e produção, em tese seria o momento de colher o que foi plantado durante anos e anos.

Já a muito tempo, para os servidores públicos municipais de Timbiras – MA, a chegada da aposentadoria tem sido motivo de preocupação e incertezas por conta da instabilidade financeira do instituto responsável por pagar seus salários.

Nos quase trinta anos de existência o instituto não acumulou recursos que poderiam garantir segurança e tranquilidade a quem dele depende. O que assistimos são inúmeras gestão desastrosas e por muitas vezes alvo de denúncias de possíveis desvios ao que se refere a probidade exigida na administração pública.

Confesso que não alimento muitas esperanças a respeito do futuro desta instituição a permanecer o modelo de gestão que vem se repetindo desde a sua criação.

Os recursos que sustentam o instituto são basicamente provindos de duas fontes estipuladas em lei, a contribuição do servidor e a contribuição patronal, que aos longos dos anos não foram repassadas pelo órgão empregador em sua plenitude segundo relatórios das instituições responsáveis pela fiscalização do uso do dinheiro público.

No primeiro de maio, dia alusivo ao trabalhador, os servidores municipais de Timbiras foram surpreendidos com descontos em seus vencimentos onde mais tarde foram informados tratar-se de um aumento na alíquota previdenciária em beneficio ao IPAM visando sua saúde financeira.

Sabemos que tal medida visa o alinhamento a leis federais e estaduais no que diz respeito ao sistema previdenciário, porem a elaboração, aprovação e execução de tal lei foi feita, ao meu ver, às escuras sem o devido conhecimento daquele que matem o instituto de pé: o servidor.

Seria respeitoso ao servidor que tal medida fosse realizada diante debate amplo e aberto sobre o assunto que apesar da necessária urgência deveria chegar ao conhecimento dos interessados.

Esperamos que o maior percentual de contribuição do servidor público municipal, o que acarreta diretamente redução dos seus vencimentos líquidos, se converta em ações que possam levar a estabilidade do instituto e traga tranquilidade aos que trabalharam a vida inteira aguardado o direito da aposentadoria.

Walterli Lima
Prof. da rede pública municipal de TIMBIRAS a 24 anos

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