
Por prof. Walterli Lima
Numa sociedade sustentada no consumismo é imprescindível que as coisas envelheçam com rapidez.
Nada é duradouro, até mesmo a felicidade tem prazo de validade.
A satisfação momentânea na realização de um desejo é instantaneamente seguida da necessidade de um próximo desejo num ciclo vicioso infindável.
A velocidade da confecção das vontades, quase sempre atreladas a coisas e objetos, molda os indivíduos que para se sentirem inseridos no meio social tornam-se reféns da necessidade de possuir.
O consumo é inevitavelmente atrelado a exteriorização da imagem.
Não basta somente ter, é preciso mostrar que tem e expor ao julgamento externo a realização do desejo.
Com base nestas perspectivas se sustentam os pilares do consumismo fazendo da sociedade um tribunal a céu aberto.
O objeto, a aparência, os hábitos, tudo é material exposto para a crítica do público.
Há uma necessidade explícita de julgar e ser julgado.
As redes ditam o ritmo de uma geração fadada a auto exposição.
Daí, nasce o modelo de vida sustentado na ostentação, no consumismo e na estética como meio condicional para a felicidade supérflua.
A autenticidade e liberdade de ser o que é foram trocadas pelas aparências.
Os padrões de pensamentos são algemas mais poderosas que a ignorância.





