Mical Damasceno não comparece à reunião e deixa claro que não faz mais parte do grupo de Dino

A deputada estadual Mical Damasceno, presidente do PTB no Maranhão, foi uma ausência notada na reunião dos presidentes de partidos e lideranças que ocorreu nesta segunda-feira (5), no Palácio dos Leões. A reunião tratou da sucessão do governador e da manutenção da unidade da base aliada.

A ausência deixou muito clara a posição do PTB após o partido ter sido tomado de Pedro Lucas Fernandes pelo cacique nacional Roberto Jefferson: oposição ao governo Dino.

O posicionamento já era esperado, já que o principal motivo do partido ter sido entregue para Damasceno é o apoio irrestrito e inegociável ao presidente Jair Bolsonaro. Assim, não poderia Mical permanecer no grupo do governador, que faz oposição firme ao bolsonarismo.

Dirigentes dos partidos que integram a base aliada do governo estiveram reunidos, na noite desta segunda-feira (5), a convite do governador Flávio Dino (PSB), no Palácio do Leões, e decidiram assinar uma “Carta de Compromisso” em defesa da unidade do grupo para a sucessão governamental.

Todos os presidentes de partidos deram suas opiniões sobre o processo sucessório. Ao final do encontro, em que foi discutido o tema eleição para o governo em estado, foi redigido um documento no qual se comprometeram caminhar juntos.

Os quatro pré-candidatos do grupo, Carlos Brandão (PSDB), Weverton Rocha (PDT), Simplício Araújo (Solidariedade) e Josimar de Maranhãozinho (PL) estiveram presentes e assinaram a carta.

A decisão do governador Flávio Dino sobre qual dos pretendentes receberá o apoio do grupo acontecerá somente em novembro. O governador confirmo que é candidato ao Senado.

No twitter, Flávio Dino destacou que a união faz a força. “Nesta segunda, fiz reunião com líderes dos partidos que integram o nosso governo. Todos compareceram e fizemos ótimo debate sobre metas administrativas cumpridas e novos compromissos. A união faz a força, para seguir com políticas inovadoras e concretizando mudanças no Maranhão”, disse o governador.

O vice-governador Carlos Brandão, um dos pré-candidatos ao governo, disse que o grupo terá um só nome e um só projeto. “Nosso amigo, companheiro de jornada política e líder,  @flaviodino, reuniu a todos para oficializar a sua pré-candidatura ao Senado. Assim caminharemos. Juntos. Um só nome e um só projeto. Conte comigo! Vamos em frente!”, disse Brandão.

Pré-candidato ao governo, o senador Weverton Rocha destacou o pacto pela união e disse que a escolha do candidato terá como critérios agregação de forças políticas e pesquisas eleitorais.

“Tivemos uma boa reunião hoje entre os líderes de partidos e o governador Flávio Dino, em que tratamos dos avanços conquistados no Maranhão e reafirmamos um pacto pela união. Juntos continuaremos trabalhando pelo estado e construiremos um caminho para 2022, tendo Flávio Dino como candidato a senador. Voltaremos a nos reunir em novembro quando, uma vez definidas as regras eleitorais para 2022, decidiremos sobre a candidatura ao governo do estado. Usaremos os mesmos critérios vitoriosos que nos guiaram de 2012 a 2018, como agregação de forças políticas, pesquisas eleitorais e compromisso com uma agenda de governo que priorize os maranhenses. Até lá, o trabalho segue”, enfatizou o senador.

O deputado Bira do Pindaré, vice-presidente do PSB disse que o encontro foi produtivo. “Como vice-presidente do PSB, participei da reunião organizada pelo gov @FlavioDino, presidente da sigla no MA, com os líderes dos partidos que integram o  @GovernoMA. Um encontro bastante produtivo sobre os rumos do Maranhão, com políticas públicas voltadas para cuidar das pessoas”, disse o deputado.

“Reunião que mostra a força de nossa coalizão partidária e o compromisso em sob sua liderança seguirmos todos juntos construindo um Maranhão melhor para todos cada vez mais. Viva!”, disse o deputado Márcio Jerry, Secretário das Cidades.

A pesquisa Escutec/O Estado de intenções de votos divulgada na edição do fim de semana também levantou as avaliações das gestões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador Flávio Dino (PSB) entre os maranhenses e do prefeito Eduardo Braide (Podemos) entre os ludovicenses.

Na capital, a gestão do novo prefeito é aprovada por quase 70% dos eleitores. Segundo o levantamento, 67% disseram aprovar a administração Braide, contra 28% que desaprovam. Outros 5% não sabem, ou não responderam. Ao avaliar a gestão, 54% a consideraram ótima ou boa, e apenas 19% ruim ou péssima.

Situação parecida tem o governador Flávio Dino. Na capital, 58% o aprovam e 36% desaprovam. Quanto o corte é estadual, o resultado é muito parecido: a gestão do socialista é aprovada por 57% dos maranhenses entrevistados, e desaprovada por 37%.

Em relação à avaliação estadual, 39% acham a administração Dino ótima ou boa, e 28% ruim ou péssima.

Caminhão-tanque em refinaria da Petrobras em Canoas (RS)
02/03/2019
REUTERS/Diego Vara

A Petrobras informou, nesta segunda-feira (5), que vai reajustar o preço dos combustíveis a partir desta terça-feira (6). É o primeiro aumento realizado na gestão do general Joaquim Silva e Luna.

Os preços médios de venda de gasolina e diesel da Petrobras para as distribuidoras passarão a ser de R$ 2,69 e R$ 2,81 por litro, o que significa reajustes médios de R$ 0,16 (6,3%) e R$ 0,10 por litro (3,7%), respectivamente.

A estatal também anunciou que o preço médio de venda de gás liquefeito de petróleo (GLP) para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por kg, um aumento médio de R$ 0,20 (6%) por kg.

“Os preços praticados pela Petrobras seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, informou a estatal em nota.

A gasolina em São Luís que custava R$ 2,40 em 2014, hoje é vendida a R$ 5,45 o litro.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 já estão abertas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) abriu as inscrições no dia 30 de junho e encerram-nas no dia 14 de julho de 2021.

Os estudantes podem realizar sua candidatura na Página do Participante, para aqueles que não conseguiram à isenção da taxa de inscrição devem pagar a taxa de R$ 85, até 19 de julho de 2021.

O Brasil tem a maior despesa por parlamentar quando comparado à renda média do país, é a nação que mais gasta com financiamento público de partidos políticos e é o que tem o maior número de agremiações partidárias. As constatações fazem parte de um estudo dos pesquisadores Luciano Irineu de Castro, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada; Odilon Câmara, da Universidade do Sul da Califórnia;  e Sebastião Oliveira, da Universidade de Brasília.

O trabalho dos pesquisadores será apresentado nesta segunda-feira no Simpósio Interdisciplinar sobre o Sistema Político Brasileiro. O estudo analisou os gastos do Congresso e os comparou com os de outras 33 democracias, incluindo países da Europa, das Américas e da África.

— Fizemos um recorte de países com história de instituições democráticas longas. A gente limitou os países porque não é fácil conseguir essas informações — explicou Castro.

Para apurar os dados de orçamento por parlamentar, os pesquisadores calcularam o Orçamento total alocado ao Poder Legislativo federal de cada país da amostra e os dividiram pelo número de parlamentares nos respectivos países. Em seguida, dividiram o resultado pela renda média do país.

O Brasil aparece em primeiro lugar da lista, apresentando um orçamento anual por parlamentar de US$ 5 milhões (R$ 24,7 milhões). O valor é 528 vezes maior do que a renda média da população, de US$ 9.500 (R$ 46.943), de acordo com o estudo.

A Argentina está em segundo lugar, com uma proporção menor que a metade da brasileira. Excluindo o Brasil, a proporção média nos demais países equivale a 40 vezes a renda média das populações.

— A ideia de dividir pela renda média é porque, em tese, um país mais rico poderia gastar mais com seus parlamentares e também para ter uma base de comparação entre países pobres e ricos — disse Castro.

O financiamento público de campanhas e de partidos também foi analisado pelos pesquisadores. Juntos, os partidos políticos brasileiros recebem, em média, US$ 446 milhões por ano (R$ 2,2 bilhões). O México vem em segundo lugar, com US$ 307 milhões (R$ 1,5 bilhão). Excluindo o Brasil, a média da amostra é de US$ 65,4 milhões (R$ 323 milhões).

Nos últimos anos, as questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passaram por mudanças que exigem mais conhecimentos sobre atualidades, porém, ainda sim, manteve uma das suas características marcantes, a interdisciplinaridade, isto é, as questões possuem relações entre duas ou mais disciplinas ou áreas do conhecimento.

As questões no Enem são apresentadas dentro de quatro áreas de conhecimento que são: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias.

Ainda assim, diante das mudanças na abordagem das questões, há alguns temas que continuam presentes em todas as edições e, por isso, exigem atenção do candidato na hora de estudar.

História no Enem

O professor e historiador Ricardo Carvalho, que há cerca de 40 anos se dedica à carreira de docente, sinaliza que na disciplina de História há temas que são recorrentes, como: Brasil Colônia e suas características; as revoluções burguesas e as ideologias que estão relacionadas a elas; os movimentos liberais; as revoluções tecnológicas, em particular a Revolução Industrial e todas as suas fases – “esse é o tema que mais cai nas provas em todos os anos”, destaca o professor.

O docente ressalta também que o estudante precisa ter muita atenção pra Brasil República e os movimentos sociais. “Embora a prova tenha mudado de característica nos últimos três anos, se transformando em uma prova mais factual, não colocou de lado os movimentos sociais. A prova deixou de ter questões mais críticas para ter abordagens mais conteudistas”, explica o professor Ricardo.

Aprendizagem remota

A pandemia estimulou o surgimento de propostas de cursos remotos. Para o professor Ricardo Carvalho, os cursos on-line e sites com bons conteúdos são opções interessantes. “Sempre sugiro ao estudante que ele busque cursos com aulas ao vivo, apostilas, listas de exercícios, simulados”, pontua. Nesse quesito, o Me Explica!, Guia Enem e TVEnem são opções úteis para quem busca estudar de forma independente por meio da internet.

Hora de revisar 

Os conteúdos que são fundamentais serem revisados de uma forma mais intensa e mais próxima da prova são os temas mais difíceis. Dentre os assuntos de História, o professor Ricardo destaca quais temas merecem atenção extra no momento da revisão, sendo eles: Era Vargas; Terceira Revolução Industrial; as duas guerras mundiais, em especial a Segunda Guerra Mundial; a geopolítica e os conflitos do mundo contemporâneo; Oriente Médio e as tensões pós-Guerra Fria e os conflitos soviéticos.

Uma leitura que precisa ser feita sobre a pesquisa Escutec, divulgada no fim de semana pelo jornal O Estado do Maranhão, é que uma unidade de oposicionistas pode impor uma nova derrota ao grupo político de Flávio Dino, agora em 2022.

A ex-governadora Roseana Sarney, que não pretende disputar a eleição para o Executivo, é quem lidera todos os levantamentos. Sendo assim, será fundamental em comandar esse processo de unidade da Oposição.

A Oposição deve ganhar um novo e fortíssimo aliado, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior, que deixou o PDT e deve ser anunciado no PSD, partido comandado pelo deputado federal Edilázio Júnior.

Edivaldo tem sido uma grata surpresa nas pesquisas, já que mesmo sem atravessar o Estreito dos Mosquitos e sem jamais ter dito que disputaria o Palácio dos Leões, vai pontuando bem.

O ex-prefeito da capital, no cenário espontâneo da pesquisa Escutec, onde não são apresentados nomes aos eleitores, aparece em terceiro, mas que na realidade é primeiro, já que os dois que estão na sua frente são Roseana e o governador Flávio Dino. Uma não deve disputar e o outro não pode. No cenário estimulado, Edivaldo aparece em terceiro, atrás de Roseana que lidera com folga, mas praticamente empatado com o senador Weverton Rocha (PDT).

Além disso, é preciso lembrar que o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), não é do grupo político de Flávio Dino. Braide ainda pelo efeito do pleito eleitoral do ano passado e pelo excelente início de gestão, transformando São Luís na capital brasileira da vacinação, é outro nome decisivo para as eleições do ano que vem. O prefeito já disse que não vai disputar este ano o Governo do Maranhão, mas um apoio seu será fundamental para o pleito, afinal a capital sempre tem um peso diferenciado nas eleições estaduais.

Uma solenidade em frente a Prefeitura de Caxias marca nesta segunda-feira (5), a lembrança da emancipação política da ‘Princesa do Sertão’. Caxias é uma das cidades mais importantes do Maranhão, berço de grandes nomes da cultura, literatura e história, e agora também do turismo.

Ambiente da Guerra da Balaiada, a cidade tem muito a ser explorada e uma das datas mais relevantes a serem celebradas é o 5 de julho, dia em que Caxias é elevada à categoria de cidade. Distante 360 km da capital São Luís, e com a população acima de 160 mil habitantes, Caxias, que é berço de Vespasiano Ramos, Coelho Neto e Gonçalves Dias, completa 185 anos de emancipação política.

A celebração da data, representa uma valorização da história da cidade, em que a gestão municipal diz para Caxias, para o Maranhão, o Brasil e ao mundo, que também celebra o aniversário da cidade.

Emancipação Política

Os documentos históricos dão conta que Caxias só é elevada a categoria de cidade, 13 anos depois de aderir à Independência, em 5 de julho de 1836. Caxias se transforma em cidade por força de uma lei provincial, mas desde 1811, já demonstrava grande progresso comercial, educacional, político e administrativo. Estes foram alguns dos motivos que levaram à emancipação política.

A Lei Provincial nº 24 assinada pelo presidente da província, Salvador da Costa Oliveira, tornou Caxias uma cidade na data de 5 de julho de 1836, data a partir da qual, tem essa denominação.

Adesão à Independência do Brasil

O 5 de julho, não deve ser confundido com o 1º de agosto, data que representa a Adesão de Caxias à Independência do Brasil, fato que acontece por uma imposição militar que adentra a então Vila de Caxias em 1823.

Em 2021, Caxias celebra no dia 1º de agosto, 198 anos de Adesão à Independência do Brasil. A ‘Princesa do Sertão’ foi um dos maiores focos de resistência Portuguesa no Maranhão, enquanto São Luís aderiu à Independência em 28 de julho de 1823.

A ‘Princesa do Sertão’ na figura do tenente português João José da Cunha Fidié (comendador da Ordem de Avis e diretor do Colégio Militar) resistiu até as últimas consequências, até ser preso em um sobrado, onde hoje está situada a Praça Gonçalves Dias.

Foi pelo Morro do Alecrim ou Morro das Tabocas que as tropas do exército brasileiro invadiram Caxias, e pela Rua 1º de Agosto, chamada na época de Caminho dos Jesuítas, que os soldados chegaram à Igreja da Matriz. Terminando assim a resistência de quase um ano ao governo de Dom Pedro I, tendo em vista que o Brasil havia decretado independência de Portugal um ano antes.

Na obra “Caxias das Aldeias Altas” (subsídios para sua história) de Milson Coutinho, em sua 2ª edição publicada em 2005, o historiador afirma que apesar da entrada das tropas brasileiras em Caxias ter ocorrido no dia 1º de agosto de 1823, somente no dia 7 de agosto de 1823 a cidade adere de fato à independência.

Esse ato é marcado principalmente por uma reunião que representa o Auto de Juramento à Independência ocorrida na Igreja da Matriz. Caxias era chamada à época de “Caxias das Aldeias Altas do Maranhão”. Nessa reunião, estavam presentes representantes da Câmara Municipal, do clero, da nobreza e do povo.

O ato foi uma convocação da “Exmª Junta da Delegação Expedicionária do Ceará e Pihahuhi”, afirma o historiador Milson Coutinho. Neste ato, foi dito ainda na presença do comandante e chefe do exército, José Pereira Filgueiras, que a cidade de Caxias se tornou independente.

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PM DE TIMBIRAS

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