Moradores de Timbiras consideram insuficiente a capacidade de vazão da drenagem das Ruas Monte Alegre, José Sarney, Avenida João Leal e adjacências.
Para a grande maioria dos moradores que tiveram suas casas alagadas na noite da última quinta-feira (18), no Centro de Timbiras, por ocasião do temporal que atingiu a cidade e região, o alagamento pode estar sendo causado por problemas no sistema de drenagem.
Em algumas residências da parte da mais baixa do centro, a água entrou por debaixo das portas. Mas nas casas do meio e em algumas da área mais alta, também a água entrou até pelo ralo do banheiro. “Os bueiros transbordaram”, disse uma moradora.
Na noite da última quinta-feira, dezenas de moradores tiveram que agir rápido com a família para suspender móveis e utensílios, antes que água atingisse todos os cômodos da casa, alguns moradores perderam tudo.
“É uma tristeza porque a gente luta com sacrifício para ter as nossas coisas e por causa de uma obra mal feita a gente tem prejuízo. Teve vizinho que precisou abrir vários furos na casa e no muro para a água escoar e não invadir muito mais as casas”, contou.
Em visita ao centro, próximo a Rodoviária, em companhia de um profissional da área, verificou a situação de alguns pontos da galeria de águas pluviais. O engenheiro tem a mesma opinião dos moradores: o sistema de drenagem tem problemas.
“A gente vê que o sistema de drenagem não é eficiente no escoamento das águas pluviais, prova disso que transbordaram e estão levando água para dentro das casas pelos conforme os relatos de vários moradores. É preciso encontrar uma solução para esse problema a fim de evitar novos transtornos em dias de chuva”, observou.
Na casa da dona Maria, de 70 anos, moradora, que fica na parte baixa, a água chegou a passar por debaixo da porta e entrou também pelo ralo do banheiro, mas ela relatou que por várias vezes já viu as tampas dos bueiros serem lançadas fora com a força das águas pluviais.
“Esses bueiros aí não aguentam muita água. Já vi as tampas de dois bueiros aqui de perto de casa saírem quando chove forte. É um desespero do pessoal que mora lá perto. E a gente também fica com medo daquela água toda invadindo a nossa casa também. Para os comércios que ficam nas proximidades é uma trabalheira para suspender as coisas toda vez que chove, porque se molhar é mais prejuízo”, contou.
O Blog garante o espaço ao prefeito Paulo Vinícius caso queira se manifestar.





